Um depoimento a quem se interessar pela experiência de um pseudo-historiador[…]

Publicado: 29 de outubro de 2010 por Leandro Possadagua em Uncategorized

Um depoimento a quem se interessar pela experiência de um pseudo-historiador na vida universitária que lhe garante certezas relativas, ou não.

Pablo Sangalli*

Fiz meu Ensino Médio em escola particular, toda a metodologia dos professores e da escola visava o mercado de trabalho competitivo que esperava com preferência as mais procuradas profissões, um ensino politeísta, os médicos eram os deuses. Nas vésperas do fim do terceiro ano, que desde seu começo tinha como assunto principal o temido Vestibular, que sempre rendia papo entre alunos e professores, me via perdido entre as opções que me eram dadas de maneira plebiscitária. Falhei na missão de escolher qual o curso prestaria vestibular para decidir de que maneira seria meu futuro próspero e enriquecedor. Escolhi o intrigante, o curioso, o interessante desde sempre para mim: História.

Minhas impressões sobre o curso logo que entrei no ambiente da Cidade Universitária de Dourados e posteriormente na sala de aula não poderiam ter sido melhores. Alguns amigos e conhecidos no mesmo bloco (Faculdade de Ciências Humanas) davam-me a certeza que minha nova fase de estudante seria promissora, e foi (e está sendo), meus amigos dentro da faculdade multiplicaram-se, seja por conta de convívio, bebedeiras e congressos acadêmicos (não estou repetindo, apesar de parecer com o item anterior, não é a mesma coisa).

Dizer “nem tudo são flores” seria clichê de minha parte, pois não foi novidade do Ensino Superior ter alguns professores autoritários ou preguiçosos, já os tive durante outras fases da minha vida dentro das salas de aula, também fui infeliz em conhecer ou simplesmente conviver com algumas pessoas desde sempre, todo mundo é. Ao mesmo tempo em que ao andar em um corredor de qualquer bloco da Universidade posso eventualmente encontrar um amigo ou conhecido, também poderão surgir-me diversas críticas, pessoais e políticas, por deparar-me com muita gente ignorante, muita gente que não me agrada, muita gente hipócrita, e assim pra pior, não posso esquecer que um dos princípios da universidade (pelo menos as públicas) em uma democracia é a diversidade.

Não há nada na universidade que eu tenha presenciado que não tenha sido útil a mim, diretamente ou indiretamente, felizmente ou infelizmente, e é isto que me estimula a não sair tão cedo deste ambiente, somado a infinidade de coisas que não foram estudadas ou não conheci ainda, vou traçando meus caminhos conforme meus interesses e minhas idéias, momentâneos ou não, um dia cansarei de estudar ou morro, certeza só tenho da última opção.

*Acadêmico do curso de história na Universidade Federal da Grande Dourados/UFGD-MS. Atualmente exerce o cargo de tesoureiro e também conselheiro do CAHISD [Cf. http://www.cahisd.com].

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