Arquivo de novembro, 2010

Trocando Idéias com Thiago Cavalcante

Publicado: 26 de novembro de 2010 por Leandro Possadagua em Uncategorized

O historiador Thiago Leandro Vieira Cavalcante (Buenos Aires, Argentina)

Ele nasceu em Apucarana/PR e cursou toda a educação básica em sua terra natal. Possui graduação em História na Universidade Estadual de Londrina e posssui mestrado em História pela Universidade Federal da Grande Dourados. Já atuou como docente na educação básica. Atualmente, leciona na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul/UEMS, desenvolve pesquisas na área de História Indígena e é doutorando em História pela Unesp de Assis/ SP. Nesta gostosa conversa, Thiago Cavalcante fala um pouco sobre sua infância simples, política, história e também sobre o livro que publicou pela Editora da Universidade Federal da Grande Dourados: Tomé, o apóstolo da América: índios e jesuítas em uma história de apropriações e ressignificações. Hoje estamos Trocando Idéias com Thiago Leandro Vieira Cavalcante. Acesse a sessão e confira a entrevista exclusiva…

Das vantagens de ser bobo – C. Lispector

Publicado: 24 de novembro de 2010 por Leandro Possadagua em Uncategorized

O bobo ganha utilidade e sabedoria para viver.

Aqui está um texto brilhante: Das vantagens de ser bobo de Clarice Lispector. Neste vídeo, quem o narra é a brilhante atriz Aracy Balabanian. É tão bom que eu mesmo já assisti, pelo menos, umas dez vezes! Muito, muito, muito bom…

Sim… Este texto é tão singelo que nos faz ter inveja dos bobos. Na verdade, oxalá fossemos mais bobos! Provávelmente viveriamos uma vida mais feliz, mais despretenciosa e, em suma, mais feliz… Mais boba! Acesse a sessão Webdocumentários e sinta vontade de ser bobo!

A exceção e a regra

Publicado: 22 de novembro de 2010 por Leandro Possadagua em Uncategorized

Quem morre é o homem doente, o homem forte vai em frente,
E assim está bem.

Ao forte todos ajudam, e o fraco não tem ninguém,
E assim está bem.

Deixa cair o que cai, e dá-lhe um pontapé mais,
E assim está bem.

Quem se senta a mesa é quem a maior vitória tem,
E assim está bem.

Os que na batalham tombam o cozinheiro não conta,
E assim faz bem.

Deus que faz todas as coisas, fez o patrão e o empregado,
E assim fez bem.

E o bom é quem vive bem, quem vive mal é o malvado,
E assim está muito bem

Bertold Brecht

Trocando Idéias com o poeta Sérgio Vaz!

Publicado: 20 de novembro de 2010 por Leandro Possadagua em Uncategorized

Sérgio Vaz (Poeta e fundador do Sarau da Cooperifa)

Segundo a Revista Época ele “é invocado, teimoso e original”. Sou suspeito pra falar dele, desde que o conheci sempre o encontro com o mesmo sorriso no rosto. Nunca com o mau humor típico dos intelectuais, nem tão pouco a arrogância dos artistas, sempre com a mesma simpatia. Desta vez o trocamos idéias com o brilhante e descontraído poeta Sérgio Vaz… Em entrevista exclusiva cedida ao Blog ele fala de futebol, poesia, literatura e política. Papo maravilhoso que você não pode deixar de conferir. E como ele mesmo brada ao iniciar o sarau: É tudo nosso! – Visite a sessão Trocando Idéias e leia na integra!

Saudades das poças de água da infância

Publicado: 18 de novembro de 2010 por Leandro Possadagua em Uncategorized

Viviana Bengelsdorff*

Hoje, conversando via telefone com a maninha Esperança, ela referiu-se a um comentário deixado no meu blogue por um novo leitor de apelido Possadágua. Eu disse-lhe: Olha, gosto do nome Possadágua! Acho muito bonito! Os que me conhecem mais de perto sabem o quanto eu aprecio a água, a chuva, os ribeiros, os rios, o mar, etc.etc.

De imediato, ela, que leva três anos á minha frente, suspirou e disse: “Ai Viviana! Que saudades das poças de água da nossa infância! Lembras-te de como nós, com os pés descalços, não perdíamos a oportunidade de atravessar as poças fazendo salpicar a água para tudo quanto era lado! Ás vezes, aí, era mais o nosso irmão, que leva três anos atrás de mim, que vinha de lá a correr e dava um salto para dentro da poça divertindo-se imenso a nos molhar-nos! Lembro-me de andar á chuva com a água a escorrer pelas tranças que caíam sobre as costas…

Estávamos nós nesta nostalgia das poças de água, quando a maninha Esperança disse: “Há quanto tempo eu não vejo uma poça de água!” Ela mora há mais de quarenta anos no centro da cidade de Lisboa. Eu disse-lhe: Olha, eu por aqui como há campo, bosques e matas e a minha querida Ribeira das Jardas…vejo poças com frequência, só que já não meto os pés descalços dentro delas! Consolo-me em vê-las, em olhá-las.
Pois é, disse eu, aí em Lisboa impermeabilizaram de tal maneira o chão que não há mesmo hipóptese de haver poças de água.Foi quando ela disse: “É isso, construiram a cidade de tal maneira, que o que há são inundações que transformam as ruas em rios…mal chove um pouco demais.

É verdade, disse eu. Não era melhor haver “bocadinhos” de chão de terra, onde se formassem as poças, iguais ás da nossa infância?

* Enfermeira aposentada, cristã e uma Blogueira excepcional! Uma Cora Coralina na terra de Camões!

Em tempo: Gostaria de agradecer à amiga portuguesa Viviana Bengelsdorff por citar meu nome em seu texto. Fato que muito me honra! Conheci esta adorável senhora numa noite em que a tristeza e a saudade de meu pai me castigavam. Como não conseguia dormir, lembrei do poema humildade de Cora Coralina e, como não me lembrava dele por completo, resolvi procurá-lo na internet. O encontrei num Blog intitulado Olhaí os lírios do campo que é de autoria da querida Viviana, após meu comentário em sua página, começamos uma amizade bonita e sincera através da internet. Sua amizade tem me feito lembrar o quanto tenho deixado a vida escapar por entre os dedos! Obrigado Viviana Bengelsdorff…

Acesse: http://olhaioliriodocampo.blogspot.com/

Hoje tem Roda Viva com Cacá Diegues!

Publicado: 15 de novembro de 2010 por Leandro Possadagua em Uncategorized

Povo lindo, povo inteligente,

segunda-feira, 22hs, o programa “Roda viva” da TV Cultura entrevista o cineasta Cacá Diegues, que além de falar sobre o filme “5 X Favela” cai contar um pouco sobre sua carreira no cinema, e sobre produção cultural.
A convite da jornalista Marília Gabriela, nova apresentadora do programa, sou um dos entrevistadores neste dia.
Adoro cinema e me senti muito honrado com o convite, espero que tenha ficado bom.
É isso: muita luz, muita ação e de vez em quando, um pouco de câmera.

Sergio Vaz
vira-lata da literatura

Fonte: http://www.colecionadordepedras1.blogspot.com/

O totalitarismo cristão

Publicado: 15 de novembro de 2010 por Leandro Possadagua em Uncategorized

Leandro Possadagua*

Normalmente é engraçado ver a forma como as pessoas reagem a essa expressão. Algumas parecem tentar negá-la, como se não houvesse a possibilidade de existir tal coisa. Penso que talvez isso ocorra por ingenuidade, ou por omissão – pior se for essa última! Existem também os que tentam armar uma revolução contra o totalitarismo. Porém, via de regra, é um movimento em causa própria. Geralmente são pessoas profundamente feridas e decepcionadas com alguns lideres religiosos. Tentam se vingar de alguns descasos cometidos, mas só fazem rir quem deveria se arrepender.

Cristo nunca foi e nem se fez de ingênuo. Ele apontou o dedo na cara dos fariseus e doutores da lei e até chegou a chamar Pilatos de raposa! Mas sua luta era em prol de uma causa que ultrapassava seu próprio umbigo, que ultrapassava os nossos umbigos de modo geral. Era de outro mundo, de outro Reino. Por isso ele nunca se preocupou em depor quem controlava o poder, em fazer uma revolução armada tão comum naquele tempo quanto hoje. A luta era outra.

No período dos pais da igreja, as crises vividas pela igreja não eram muito diferentes das de hoje. Um dos discípulos de João, Policarpo, chamou as viúvas e órfãos de “altar do Senhor”, pois eram prioridade dos ministérios. Fico feliz quando leio isso. Mas, por outro lado, João Crisóstomo, denuncia duramente a perda desse foco: “Esse freio de ouro na boca do teu cavalo, este aro no braço do teu escravo, esses adornos em seus sapatos são sinal de que estás roubando o órfão e matando de fome a viúva. Depois de morreres, quem passar pela tua casa dirá: com quantas lágrimas ele construiu esse palácio? Quantos órfãos se viram nus, quantas viúvas injuriadas, quantos operários receberam salários injustos? Assim nem mesmo a morte te livrará dos teus acusadores.”

Muitos absurdos e crueldades foram cometidos em nome de Cristo. Na Idade Média, em nome de Deus a inquisição matou milhares de “hereges”, enquanto bênçãos e salvação eram vendidas a peso de ouro para os grandes burgueses europeus. Na mesma época, muitos líderes eclesiásticos eram devassos sexuais e bêbados. Em nome de Deus, Hitler executou milhares de judeus e parte da igreja o apoiou.

Hoje, em algumas igrejas vemos outra discrepância, o que chamei de totalitarismo cristão. Nesse sistema as bênçãos sociais são privilégios acessíveis apenas aos que são leais ao poder estabelecido. Os rebeldes (aqueles que estão “fora da visão”) são excomungados em favor da minoria que tem as rédeas do poder em suas mãos.

Parece-me que o evangelho perdeu o poder de cura! Ou será que mudaram os valores? Se você é pobre e está desempregado, você não é amado por Deus e provavelmente está em pecado. Porém, se você é rico e tem uma mansão com piscina, pode ficar tranqüilo, você é amado e se um dia pecou, faz tanto tempo que Ele nem se lembra. As riquezas tornaram-se sinais das bênçãos do Senhor.

Eu tenho vergonha de mostrar um evangelho tão pequeno quanto o que é pregado hoje. Tenho vergonha do dia em que me encontrarei com os heróis da fé, os cristãos perseguidos, com a igreja das catacumbas de Roma. Sentirei-me como um filho mimado que vê Deus como pai super protetor e que nunca caminhei sozinho. Como disse Richard Wurmbrand, fundador da Missão Voz dos Mártires, “Os jovens que deveriam pisar a cabeça da serpente, conseguem apenas fazer cócegas em sua barriga”. Mas ainda há tempo para defendermos o cristianismo puro, sem máculas e paremos de ser omissos!

*Cristão protestante indignado com a situação da Igreja brasileira. Co-autor deste Blog!