Arquivo de dezembro, 2010

Novos Dias – Sérgio Vaz

Publicado: 30 de dezembro de 2010 por Leandro Possadagua em Uncategorized

Para um Ano Novo diferente, aceite as dicas do poeta Sérgio Vaz no seu texto Novos Dias! É uma interessante reflexão a respeito da vida e do ano que vem ai… Degustem!

E agora, José?

Publicado: 28 de dezembro de 2010 por Leandro Possadagua em Uncategorized

Carlos Drummond de Andrade

Eis o brilhante texto “E agora, José?” do grande escritor e poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade. Escrito durante a Segunda Guerra Mundial, o texto nos mostra que apesar da dureza da vida, o caminho é continuar seguindo… Em frente! Talvez, o mais interessante e belo deste poema, seja o fato de ser narrado pelo próprio Carlos Drummond de Andrade! Brilhante… Como Drummond!

Confiram o vídeo na “Sessão Webdocumentários”!

Os acadêmicos do Programa de Pós-Graduação em História da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) publicaram a VIII Edição da Revista Eletrônica História em Reflexão (REHR), com o dossiê “História e Mídias”.

A escolha do dossiê ocorreu por causa da crescente produção na historiografia brasileira, envolvendo o uso das mídias, seja como objeto ou fonte de investigação histórica. A revista espera colaborar com as discussões entre os profissionais de História e áreas afins, que se utilizam ou fazem das mídias seu objeto de estudo. Além disso, para escolha do dossiê, foi tomada como referência a influência das mídias no cotidiano das sociedades.

Desta forma, os realizadores da revista entendem as mídias como portadoras de discursos ideológicos, as quais carregam uma carga simbólica significativa, e que, conforme estudos do historiador francês Roger Chartier (2002), procuram fazer a “leitura”, ou “representar o mundo” de acordo com os interesses de pessoas e grupos as quais estão envolvidas.

Com a preocupação de ser um espaço em que pesquisadores e estudantes dos mais variados níveis possam ter a oportunidade de divulgar os resultados dos seus trabalhos, a Revista História em Reflexão tem recebido artigos, resenhas e resumos de diversas regiões e Instituições de Ensino Superior do Brasil. A significativa quantidade de trabalhos recebidos atesta o reconhecimento e a credibilidade conquistados em seus mais de quatro anos de existência.

O esforço coletivo dos editores discentes, alunos do Programa de Pós-Graduação em História (PPGH/UFGD), dos membros do Conselho Editorial e do Consultivo tem se configurado como basilar para a sustentação e desenvolvimento da Revista.

Os realizadores da revista convidam a todos para que leiam e divulguem os trabalhos da VIII Edição da Revista História em Reflexão. O atalho para acessar a Revista na sessão de Periódicos da UFGD é: http://www.periodicos.ufgd.edu.br/index.php/historiaemreflexao/issue/view/43

Os editores responsáveis são Fabiano Coelho, Cássio Knapp, Camila Cremonese, Daniele Reiter Chedid e Fernanda Chaves de Andrade.

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Fonte: Universidade Federal da Grande Dourados/UFGD
Disponivel em: http://www.ufgd.edu.br/noticias/revista-historia-em-reflexao-publica-oitava-edicao-com-o-dossie-201chistoria-e-midias201d

Renas de Tróia – Sérgio Vaz*

Publicado: 23 de dezembro de 2010 por Leandro Possadagua em Uncategorized

Para delírio dos comerciantes deste país, chegamos finalmente na semana das festas natalinas. Nem no dias das mães consegue-se vender mais do que o natal. É uma época para dar e ganhar presentes. Época que se mede o afeto das pessoas pelo tamanho do presente que se ganha. Ou dá.

Por onde quer que você ande você pode escutar os sinos badalarem, e de quebra, a cantora Simone importunando os nossos ouvidos com o chato daquele refrão: “então é Natal, então é natal, então é natal…”, como se a gente ainda não soubesse. Só de lembrar…

Para falar bem a verdade eu nunca gostei do natal, não sei bem o porque, mas não gosto. Acho que deve ser porque nunca tive natal na minha infância, tampouco na adolescência.

E também nunca gostei do velhinho de barba, o tal de Noel. Ele, pra nós, sempre foi uma pessoa extremamente deselegante, nunca aceitou o convite para visitar a nossa casa.

Dizem as más línguas que ele não gosta de criança pobre e tem medo de circular na favela. Prefiro o Ano novo.

Ninguém pode me culpar por não gostar do papai Noel. Todos que eu conheci tinham barba, cabelo e barriga falsa, e quase nenhum era velhinho. E na sua grande maioria homens desempregados à procura de bico para sobreviverem. Mais ou menos como em lanchonete Fast Food americana: gente que é paga pra sorrir, mesmo sem alegria no coração. Ninguém pode ser feliz ganhando o que eles ganham.

Dizem as más línguas que a figura do bom velhinho foi criado sob encomenda ao artista e publicitário Habdon Sundblom por uma grande empresa de refrigerante mundial. E Assim nascia mais um personagem americano que dominaria o mundo.

Não gosto desse clima natalino porque ele me soa falso. As pessoas me soam falso. E eu também sôo falso.
Por conta desse clima de falsa solidariedade vou ter que abraçar até quem eu não gosto, e ser abraçado por quem não gosta de mim. No natal a gente finge que ama e acredita que é amado. Nada mais triste.

Não é amargura, coisa de poeta que não tem chaminé, só não entendo o natal, esse “jeito americano de ser”, que as pessoas acreditam, mas que eu não tenho.

Não gosto do natal porque também é uma época que neva muito no Brasil, não suporto o frio, meu aquecedor está sempre quebrado.

Mas gostando ou não gostando, já é natal.

Mesa farta, mesa falta, em tudo quanto é casa. Em umas Cristo não se manifesta, em outras não foi convidado. Se puderem, tenham boas festas.

Ah, antes que eu também me “esqueça”: – Feliz aniversário, Jesus.

*Poeta, escritor e fundador do Sarau da Cooperifa.

II Congreso de Jóvenes Historiadores

Publicado: 22 de dezembro de 2010 por Leandro Possadagua em Uncategorized

Lugar de celebración: Facultad de Educación, Universidad de Salamanca.

Presentación de comunicaciones:

La fecha tope para enviar el título y el resumen de la comunicación es el 15 de enero de 2011. El plazo para la presentación de los textos definitivos es hasta el 1 de marzo de 2011.

Información y contacto: jlhhuerta@mac.com (José Luis Hernández Huerta); lausabla@hotmail.com (Laura Sánchez Blanco)

El tema de las comunicaciones no habrá de ceñirse necesariamente a los asuntos que dan título a este congreso. No obstante lo cual, es preferible que se acerquen lo más posible al lema del congreso.

Las comunicaciones se defenderán durante las sesiones de la tarde de los días indicados (24, 25 y 26 de mayo de 2011). Cada comunicante dispondrá de 15 minutos para hacer su defensa. Asimismo, se dispondrá de tiempo para la discusión y el debate

Fonte: AJHIS (Asociación de Jóvenes Historiadores – Estudios Interdisciplinares)

Disponível em: http://sites.google.com/site/ajhisei/

Invictus*

Publicado: 16 de dezembro de 2010 por Leandro Possadagua em Uncategorized

De dentro da noite que me cobre,
Negra como a cova, de ponta a ponta,
Eu agradeço a quaisquer deuses que sejam,
Pela minha alma inconquistável.
Na cruel garra da situação,
Não estremeci, nem gritei em voz alta.
Sob a pancada do acaso,
Minha cabeça está ensanguentada, mas não curvada
Além deste lugar de ira e lágrimas
Avulta-se apenas o Horror das sombras.
E apesar da ameaça dos anos,
Encontra-me, e me encontrará destemido.
Não importa quão estreito o portal,
Quão carregada de punições a lista,
Sou o mestre do meu destino:
Sou o capitão da minha alma.

William Ernest Henley

*Indicação do meu grande amigo Valdir Carneiro [Acadêmico de Engenharia de Produção na Universidade Presbiteriana Mackenzie/SP]. Segundo o próprio Mandela, ele lia esse poema todos os dias durante os 25 anos em que ele esteve preso!

A árvore de natal na casa de Cristo

Publicado: 11 de dezembro de 2010 por Leandro Possadagua em Uncategorized

Olá galera! Quero compartilhar algo maravilhoso com todos, na verdade, quero lhes presentear com um texto especial para a sessão Li e gostei!. É uma espécie de versão de Natal. O texto escolhido é A árvore de Natal na casa de Cristo do meu escritor preferido, Fiódor M. Dostoiéviski. Creio que este é um dos textos que melhor representam o verdadeiro significado desta data, nos faz lembrar o real motivo de tanta alegria e trocas de presentes. Espero que este texto fale aos corações dos que o lerem. Aproveitem, ruminem, degustem o mestre da literatura russa! Ótima leitura à todos…

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A árvore de natal na casa de Cristo

Fiódor M. Dostoiéviski

Havia num porão uma criança, um garotinho de seis anos de idade, ou menos ainda. Esse garotinho despertou certa manhã no porão úmido e frio. Tiritava, envolto nos seus pobres andrajos. Seu hálito formava, ao se exalar, uma espécie de vapor branco, e ele, sentado num canto em cima de um baú, por desfastio, ocupava-se em soprar esse vapor da boca, pelo prazer de vê-lo se esvolar. Mas bem que gostaria de comer alguma coisa. Diversas vezes, durante a manhã, tinha se aproximado do catre, onde num colchão de palha, chato como um pastelão, com um saco sob a cabeça à guisa de almofada, jazia a mãe enferma. Como se encontrava ela nesse lugar? Provavelmente tinha vindo de outra cidade e subitamente caíra doente. A patroa que alugava o porão tinha sido presa na antevéspera pela polícia; os locatários tinham se dispersado para se aproveitarem também da festa, e o único tapeceiro que tinha ficado cozinhava a bebedeira há dois dias: esse nem mesmo tinha esperado pela festa. No outro canto do quarto gemia uma velha octogenária, reumática, que outrora tinha sido babá e que morria agora sozinha, soltando suspiros, queixas e imprecações contra o garoto, de maneira que ele tinha medo de se aproximar da velha. No corredor ele tinha encontrado alguma coisa para beber, mas nem a menor migalha para comer, e mais de dez vezes tinha ido para junto da mãe para despertá-la. Por fim, a obscuridade lhe causou uma espécie de angústia: há muito tempo tinha caído a noite e ninguém acendia o fogo. Tendo apalpado o rosto de sua mãe, admirou-se muito: ela não se mexia mais e estava tão fria como as paredes. “Faz muito frio aqui”, refletia ele, com a mão pousada inconscientemente no ombro da morta; depois, ao cabo de um instante, soprou os dedos para esquentá-los, pegou o seu gorrinho abandonado no leito e, sem fazer ruído, saiu do cômodo, tateando. Por sua vontade, teria saído mais cedo, se não tivesse medo de encontrar, no alto da escada, um canzarrão que latira o dia todo, nas soleiras das casas vizinhas. Mas o cão não se encontrava ali, e o menino já ganhava a rua.

Senhor… que grande cidade! Nunca tinha visto nada parecido, De lá, de onde vinha, era tão negra a noite! Uma única lanterna para iluminar toda a rua. As casinhas de madeira são baixas e fechadas por trás dos postigos; desde o cair da noite, não se encontra mais ninguém fora, toda gente permanece bem enfunada em casa, e só os cães, às centenas e aos milhares, uivam, latem, durante a noite. Mas, em compensação, lá era tão quente; davam-lhe de comer… ao passo que ali… Meu Deus! Se ele ao menos tivesse alguma coisa para comer! E que desordem, que grande algazarra ali, que claridade, quanta gente, cavalos, carruagens… e o frio, ah! este frio! O nevoeiro gela em filamentos nas ventas dos cavalos que galopam; através da neve friável o ferro dos cascos tine contra a calçada; toda gente se apressa e se acotovela, e, meu Deus! Como gostaria de comer qualquer coisa, e como de repente seus dedinhos lhe doem! Um agente de policia passa ao lado da criança e se volta, para fingir que não vê.

Eis uma rua ainda: como é larga! Esmaga-lo-ão ali, seguramente; como todo mundo grita, vai, vem e corre, e como está claro, como é claro! Que é aquilo ali? Ah! uma grande vidraça, e atrás dessa vidraça um quarto, com uma árvore que sobe até o teto; é um pinheiro, uma árvore de Natal onde há muitas luzes, muitos objetos pequenos, frutas douradas, e em torno bonecas e cavalinhos. No quarto há crianças que correm; estão bem vestidas e muito limpas, riem e brincam, comem e bebem alguma coisa. Eis ali uma menina que se pôs a dançar com um rapazinho. Que bonita menina! Ouve-se música através da vidraça. A criança olha, surpresa; logo sorri, enquanto os dedos dos seus pobres pezinhos doem e os das mãos se tornaram tão roxos que não podem se dobrar nem mesmo se mover. De repente o menino se lembrou de que seus dedos doem muito; põe-se a chorar, corre para mais longe, e eis que, através de uma vidraça, avista ainda um quarto, e neste outra árvore, mas sobre as mesas há bolos de todas as qualidades, bolos de amêndoa, vermelhos, amarelos, e eis sentadas quatro formosas damas que distribuem bolos a todos os que se apresentem. A cada instante, a porta se abre para um senhor que entra. Na ponta dos pés, o menino se aproximou, abriu a porta e bruscamente entrou. Hu! Com que gritos e gestos o repeliram! Uma senhora se aproximou logo, meteu-lhe furtivamente uma moeda na mão, abrindo-lhe ela mesma a porta da rua. Como ele teve medo! Mas a moeda rolou pelos degraus com um tilintar sonoro: ele não tinha podido fechar os dedinhos para segurá-la. O menino apertou o passo para ir mais longe – nem ele mesmo sabe aonde.

Tem vontade de chorar; mas dessa vez tem medo e corre. Corre soprando os dedos. Uma angústia o domina, por se sentir tão só e abandonado, quando, de repente: Senhor! Que poderá ser ainda? Uma multidão que se detém, que olha com curiosidade. Em uma janela, através da vidraça, há três grandes bonecos vestidos com roupas vermelhas e verdes e que parecem vivos! Um velho sentado parece tocar violino, dois outros estão em pé junto dele e tocam violinos menores, e todos maneiam em cadência as delicadas cabeças, olham uns para os outros, enquanto seus lábios se mexem; falam, devem falar – de verdade – e, se não se ouve nada, é por causa da vidraça. O menino julgou, a princípio, que eram pessoas vivas, e, quando finalmente compreendeu que eram bonecos, pôs-se de súbito a rir. Nunca tinha visto bonecos assim, nem mesmo suspeitava que existissem! Certamente, desejaria chorar, mas era tão cômico, tão engraçado ver esses bonecos! De repente pareceu-lhe que alguém o puxava por trás. Um moleque grande, malvado, que estava ao lado dele, deu-lhe de repente um tapa na cabeça, derrubou o seu gorrinho e passou-lhe uma rasteira. O menino rolou pelo chão, algumas pessoas se puseram a gritar: aterrorizado, ele se levantou para fugir depressa e correu com quantas pernas tinha, sem saber para onde. Atravessou o portão de uma cocheira, penetrou num pátio e sentou-se atrás de um monte de lenha. “Aqui, pelo menos”, refletiu ele, “não me acharão: está muito escuro.”

Sentou-se e encolheu-se, sem poder retomar fôlego, de tanto medo, e bruscamente, pois foi muito rápido, sentiu um grande bem-estar, as mãos e os pés tinham deixado de doer, e sentia calor, muito calor, como ao pé de uma estufa. Subitamente se mexeu: um pouco mais e ia dormir! Como seria bom dormir nesse lugar! “mais um instante e irei ver outra vez os bonecos”, pensou o menino, que sorriu à sua lembrança: “Podia jurar que eram vivos!”… E de repente pareceu-lhe que sua mãe lhe cantava uma canção. “Mamãe, vou dormir; ah! como é bom dormir aqui!” – Venha comigo, vamos ver a árvore de Natal, meu menino – murmurou repentinamente uma voz cheia de doçura.

Ele ainda pensava que era a mãe, mas não, não era ela. Quem então acabava de chamá-lo? Não vê quem, mas alguém está inclinado sobre ele e o abraça no escuro, estende-lhe os braços e… logo… Que claridade! A maravilhosa árvore de Natal! E agora não é um pinheiro, nunca tinha visto árvores semelhantes! Onde se encontra então nesse momento? Tudo brilha, tudo resplandece, e em torno, por toda parte, bonecos – mas não, são meninos e meninas, só que muito luminosos! Todos o cercam, como nas brincadeiras de roda, abraçam-no em seu vôo, tomam-no, levam-no com eles, e ele mesmo voa e vê: distingue sua mãe que lhe sorrir com ar feliz.
– Mamãe! mamãe! Como é bom aqui, mamãe! – exclama a criança. De novo abraça seus companheiros, e gostaria de lhes contar bem depressa a história dos bonecos da vidraça… – Quem são vocês então, meninos? E vocês, meninas, quem são? – pergunta ele, sorrindo-lhes e mandando-lhes beijos.
– Isto… É a árvore de Natal de Cristo – respondem-lhe. – Todos os anos, neste dia, há, na casa de Cristo, uma árvore de Natal, para os meninos que não tiveram sua árvore na terra…

E soube assim que todos aqueles meninos e meninas tinham sido outrora crianças como ele, mas alguns tinham morrido, gelados nos cestos, onde tinham sido abandonados nos degraus das escadas dos palácios de Petersburgo; outros tinham morrido junto às amas, em algum dispensário finlandês; uns sobre o seio exaurido de suas mães, no tempo em que grassava, cruel, a fome de Samara; outros, ainda, sufocados pelo ar mefítico de um vagão de terceira classe. Mas todos estão ali nesse momento, todos são agora como anjos, todos juntos a Cristo, e Ele, no meio das crianças, estende as mãos para abençoá-las e às pobres mães… E as mães dessas crianças estão ali, todas, num lugar separado, e choram; cada uma reconhece seu filhinho ou filhinha que acorrem voando para elas, abraçam-nas, e com suas mãozinhas enxugam-lhes as lágrimas, recomendando-lhes que não chorem mais, que eles estão muito bem ali…

E nesse lugar, pela manhã, os porteiros descobriram o cadaverzinho de uma criança gelada junto de um monte de lenha. Procurou-se a mãe… Estava morta um pouco adiante; os dois se encontraram no céu, junto ao bom Deus.