Invictus*

Publicado: 16 de dezembro de 2010 por Leandro Possadagua em Uncategorized

De dentro da noite que me cobre,
Negra como a cova, de ponta a ponta,
Eu agradeço a quaisquer deuses que sejam,
Pela minha alma inconquistável.
Na cruel garra da situação,
Não estremeci, nem gritei em voz alta.
Sob a pancada do acaso,
Minha cabeça está ensanguentada, mas não curvada
Além deste lugar de ira e lágrimas
Avulta-se apenas o Horror das sombras.
E apesar da ameaça dos anos,
Encontra-me, e me encontrará destemido.
Não importa quão estreito o portal,
Quão carregada de punições a lista,
Sou o mestre do meu destino:
Sou o capitão da minha alma.

William Ernest Henley

*Indicação do meu grande amigo Valdir Carneiro [Acadêmico de Engenharia de Produção na Universidade Presbiteriana Mackenzie/SP]. Segundo o próprio Mandela, ele lia esse poema todos os dias durante os 25 anos em que ele esteve preso!

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