Arquivo de abril, 2011

Justiça medíocre

Publicado: 20 de abril de 2011 por Leandro Possadagua em Uncategorized

Juliana Mendonça de Farias*

Penso que ler as vezes não é bom. Entender o que estar sendo lido, pior ainda. Li há uns dias que a “ilustre” justiça nacional decidiu que os moradores de rua podem, enfim, abrirem poupança na Caixa, e os justiceiros fazem questão de enfatizar que não precisa de comprovante de residência para abrir a conta. Hilário demais, muita mediocridade para um país só.

Não sei ainda se posso acreditar em alguma melhora do Brasil, fico indignada todos os dias com um escândalo novo. Os pobres mendigos nem se quer saberão desta notícia e nem estão preocupados em abrir conta. Tenho certeza que neste exato momento, o único interesse destes é achar um papelão mais confortável para descansarem debaixo de uma ponte mal feita, sem serem atormentados pelos vadios da noite. Até de míseras esmolas querem retirar impostos, só pode.

O fato é que, com uma constituição “furada” como a brasileira, onde não há leis para os pobres, fica fácil inventar uma asneira dessas para convencer o povo de que estamos acabando com a desigualdade social. Na verdade, o que se acabou há muito tempo foi a falta de humanismo. Ninguém se importa com os marginalizados da sociedade, quando lembram, é para causar apenas um impacto positivo na mídia ou quando dizem ser tocados pela falsa crença religiosa em época de natal, nada mais.

Depois do que tenho lido nos últimos tempos, confesso que nada irá me surpreender, a não ser aquelas belas frases encontradas em livros ímpares, cujo conteúdo por não ser lido ou seguido, vemos atos ridículos no mundo. Aqui está uma que procuro ser a cada dia: ‎”A humildade exprime, uma das raras certezas de que estou certo: a de que ninguém é superior a ninguém. ” Pois é Paulo Freire, pura verdade, é uma pena que muitos ignoram isto.

*Acadêmica do curso de Farmácia e Bioquímica na Universidade Nove de Julho/UNINOVE.

Permita-se

Publicado: 19 de abril de 2011 por Leandro Possadagua em Uncategorized

Permita-se.
Permita-se ser feliz,
Permita-se ousar,
Permita-se criar,
Permita-se gritar, desabafar, explodir;
Permita-se cobrar-se,
Permita-se a ser livre e não esperar,
Permita-se viver;
Permita-se sentir raiva, você é humano;
Permita-se deixar a raiva sumir, todos são humanos.

Permita-se esquecer, a vida continua mesmo sem memórias,
Cada momento é um novo nascimento,
Cada momento é uma conversão.

Permita-se não saber, não ter respostas,
Afinal quem tem todas as respostas?

Permita-se alegrar-se com o que já conquistou,
Com o que já ganhou,
Com aquilo que já esta ai.

Sabe?!
Permita-se viver!
Os erros cometidos?
Rssss…,
Parabéns!
Acima deles você é linda!
Permita-se viver!

Permita-se ter errado,
Permita-se abaixar a cabeça,
Permita-se sentir-se derrotado.
Permita-se deixar os sentimentos fluírem para si mesmo;
Viva para si mesmo.

Anime-se, sabe por quê?
Você não deve nada a ninguém!!!

Tem um coração que te ama, um sentimento que é louco por você…
É o seu coração, são os seus sentimentos,
Eles te amam.
Permita-se viver!

Péricles Pereira Torres

Imagens…

Publicado: 13 de abril de 2011 por Queiroz em Uncategorized

 

 

 

 

 

Aslan e o amor paterno [[ Facebook* ]]

Publicado: 1 de abril de 2011 por Leandro Possadagua em Uncategorized

Leandro Possadagua**

Dostoiéviski e C. S. Lewis são meus autores preferidos! Com o primeiro, aprendi que o cristianismo pode ser experimentado de diversas formas e que mesmo sendo um intelectual, é possível, converter-se à um Deus amoroso e bom. Já com Lewis, conheci a doçura de uma obra que ultrapassa os valores terrenos, descobri a real diferença entre uma literatura comprometida com os valores cristãos genuínos e àquela que se pretende formadora de crianças que futuramente farão parte do corpo de fundamentalistas da igreja cristã.

Em especial, gosto muito da forma como Lewis lida com a questão do eterno, creio que ele consegue transmitir aos seus leitores que a dor é parte da experiência humana e que, todos, seremos feridos em algum momento. Seu cristianismo não exime a dor de nossas caminhadas, pelo contrário, ele nos mostra como podemos tirar proveito destas circunstâncias. O próprio autor quase perdeu a fé quando sua esposa faleceu, e, mergulhado em sofrimentos, escreveu textos magníficos que nos servem como bálsamo para a alma.

Mesmo sendo cristão convicto, questionou: “Onde está Deus quando sofremos?”. Para os cristãos mais fundamentalistas, uma pergunta como esta soa como heresia, mas Lewis era tão destemido que confessou ter sentido muita raiva ao perder sua amada esposa. No cristianismo moderno, há uma espécie de Ditadura velada que impõe a felicidade a qualquer custo. Se você é cristão não pode sofrer, e se sofre, é porque está de alguma maneira desagradando a Deus. Neste cristianismo, o Deus de amor encarnado em Jesus foi substituído pelo Juiz severo e impiedoso nascido na Idade Média.

O evangelho ensinado na maioria das igrejas – sejam elas católicas ou protestantes! – não consegue refletir o amor tão docemente ensinado por Jesus, e isso ocorre, porque os valores morais do reino foram substituídos por bens materiais. Os cristãos abriram mão do eterno em detrimento do “aqui e agora!”.

Em Nárnia, Aslan encarna a figura do Pai amoroso e bom que Jesus tão bem representou. Ao longo da trilogia, Aslan foi discreto, mas pontual em suas palavras, não julgou e sempre trouxe para si àqueles que deslizaram na vida. Foi assim com Edmundo no primeiro filme e com Eustáquio no último. O erro não trouxe repulsa ao coração dele, pelo contrário, serviu como mecanismo de atração; uma maneira de auxiliar na caminhada de quem precisava de ajuda. Em suma, o Leão de Nárnia não se parece, nem um pouco, com o deus tão impiedoso difundido pelo cristianismo atual.

** Nota que escrevi no Facebook. Após uma amiga ter lido o texto, enviou para um jornal que pretende publicá-lo, assim que isso acontecer dou a referência!
* Acadêmico do curso de história na Universidade Federal de São Paulo/UNIFESP e estagiário do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo – MAE/USP

O Analfabeto Político

Publicado: 1 de abril de 2011 por Leandro Possadagua em Uncategorized

Para quem gosta da obra do dramaturgo alemão Bertold Brecht, ai vai um belíssimo texto O Analfabeto Político. Nele podemos ver como vivemos numa sociedade de analfabetos políticos e funcionais. Oxalá pudemos tomar dele tal consciência! Degustem o vídeo com a narrativa deste brilhante pensador na Sessão Webdocumentários.